Toca-me

sábado, novembro 19, 2005 à(s) 02:23
Vá lá...toca-me aqui, mesmo aqui! Exactamente aqui, onde nunca ninguém ousou tocar. Sério!!!
Toca-me por favor, gostava muito - acredita em mim!
Olha-me nos olhos e diz-me na íris que és incapaz de me tocar, que me resistes...é-te indiferente?
Completamente?
Não me olhes assim...
Toca-me. Toca-me a sério, toca-me à vontade...eu estou aqui!
Olha-me...não me vês?
Olha p'ra mim e toca-me.
Não digas nada...simplesmente toca-me, faz-me feliz.
Viola-me...pede-me...implora-me! Ou ignora-me...mas sem querer.
Puxa-me, esquece-me e ata-me.
Eu sei que em ti me irei perder...
Beija-me, ata-me e deseja-me.
Olha-me, suspira-me e deixa-me...tocar-te a ti.
Abraça-me, respira-me o aroma. Deixa-me em coma, ao te sentir!
Respira-me, toca-me e tira-me...algo secreto que existe em mim.
Morde-me, toca-me e arranha-me.
Sussura e finge gostares de mim; ou toca-me.
Toca-me aqui...meu coração é para ti!

4 comentários

  1. Orfeu Says:

    O Amor e a verdade, o desejo e a mentira...como nos invade todos estes sentidos apenas para termos o coração de alguém e doar o nosso...
    Que quem tu desejas que te toque, o faça da forma como escreves...pura.
    Um beijo e bom fim de semana

  2. Marlene Says:

    Houve uma altura na minha vida que sentia que ele podia tocar no meu coração! Hoje sinto que afinal ninguém pode tocar no meu coração, ou então seou eu que não deixo que tocem nele! Mas eu sou feliz assim...não me quero magoar mais! Deixem o meu coração em paz!

  3. vicotr Says:

    oi mori
    nao conhecia estes teus dotes de escritora ... mto bem
    é mto bonito esse texto ;)
    continua assim
    jinhus doces

  4. Este texto, estranhamente (ou não!), faz-me pensar num problema que é, inexplicavelmente, cada vez mais flagrante nos dias que correm: a falta de comunicação. Neste contexto, remete-nos para relações afectivas, entre casais, onde muitas vezes a vida sexual fica seriamente prejudicada pela incapacidade de pedir, ou até mesmo de "ordenar", no calor do momento, as simples coisas que nos dão prazer. É estranho que, no auge da intimidade, haja vergonha de pedir. No momento mais partilhado entre duas pessoas, parece haver medo de dizer "toca-me aqui", ou "mais devagar", ou "gosto que me faças isso". E perde-se tanto com este facilitismo, quando se podia ganhar muito, muito mais com meras palavras. O que é que pode levar um casal a passar por isto? A privar-se de tanto prazer e até mesmo da própria felicidade, por vergonha? Aí está um conceito que não consigo compreender. Excelente, o texto que me fez pensar, mais uma vez :)

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