Fatalidades...

sexta-feira, novembro 11, 2005 à(s) 01:11
Alinho numa aventura imprevisível mas inevitável, que não faço ideia de como irá terminar...muito menos quando - mas isso também não é o mais importante - a realidade é que não fui a única a alinhar (nem tive oportunidade de escolha): alinhei eu, tu e todos os seres à face da Terra!
Hoje, quando invocaste a fatalidade reconheci que também tu te tornaste numa parte fatal integrante (e relativamente essencial) desta minha irrevogável existência. O motivo é desconhecido - aparentemente; mas se ambos quisermos, atribuiremos a culpa ao destino que nos juntou nestas tertúlias a horas impróprias, nas quais divagamos "apaixonadamente" pelos temas mais imbecis, inusuais e impensáveis, aos quais ninguém confere qualquer prestígio.
Certo entre nós é que gostamos daquilo que ninguém vê...já reparaste? Aliás, todos conhecem de passagem tudo, mas a realidade é que eu e tu nos damos ao divertido trabalho de explorar e questionar as vertentes mais simples de serem analisadas e que ninguém entende que existem - fazemos o trabalho mais difícil com grande facilidade (apesar de a sociedade considerar o contrário), e provavelmente é isso que nos incita a sermos o que somos: dois loucos saudáveis que se divertem com coisas banais e singelas (é com isso que crescemos)!
E aquilo que ambos fazíamos, pensávamos, imaginávamos e/ou explorávamos (...) durante os momentos em que nos encontrávamos sós, desconhecendo ainda a existência um do outro, tornou-se agora algo que se partilha com a finalidade de confrontarmos os nossos pontos de vista.
Já notaste que conseguimos ir ao encontro um do outro, lemos o que cada um pensa como se cada cérebro fosse transparente, mas ninguém se apercebe disso? Temo-nos conseguido interpretar, descomplicando as complicações que complicamos sem querer... no fundo "há alguém que nos compreende" - pensamos silenciosamente!
Era evidente... Inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde, acabaríamos por chegar a esta parva conclusão. Parva porque na realidade buscamos quem nos compreenda quando nós não nos compreendemos a nós mesmos - porque (resumidamente) somos: mutáveis, insatisfeitos, egocêntricos e acomodados também.
E a vida é definitivamente feita destas pequenas...fatalidades!!!

4 comentários

  1. Anónimo Says:

    children clothing

  2. Esse Tal Says:

    Nem sabes o que eu fazia contigo!!!!!

  3. Orfeu Says:

    A Fatalidade de um destino é inegavel, a probabilidade de acontecer é controlável, a coincidência das tuas palavras uma fatalidade.
    Um beijo

  4. andré Says:

    É por isso que a nossa mente é linda.

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