O nada que sei de ti...

quinta-feira, novembro 10, 2005 à(s) 01:17
O nada que sei de ti é suficientemente esclarecedor para eu perceber a importância que tens para o tudo que sei de mim e o nada que sei que sou.
O nada que és para alguém é o tudo o que és para mim, mesmo sabendo que o nada que sei de ti é o tudo que nada sei e o nada que quero ficar sem saber.
Deixando-me de trocadilhos entre o tudo e o nada, todos sabemos que tudo somos enquanto nada nos afecta nem nos impede de chegar a tudo o que consideramos importante.
E o nada que sou será tudo para ti?
Ou tudo o que sou significa um claro nada no teu ser?
Será que tudo o que para mim faz sentido, para ti nada faz?
Será que nada do que conheço é o tudo que te faz feliz?
Será que tudo o que pensemos em nada altera a tua visão das coisas?
Tudo o que agora somos antes de nada sabermos um do outro, certamente terá importância para que nada destrua tudo o que idealizámos, partilhámos, conversámos...
Mas tudo isto de nada vale... apenas sei que nada sou sem tudo o que és para mim!

6 comentários

  1. I'mNesic Says:

    Andrééé, beijoca grande com tudo o que mais gostas e nada do que odeias! ;)
    Thanks 4 your comments

  2. andré Says:

    amu't

  3. Marlene Says:

    ai o amor é lindo!

  4. Desde cedo que me tornei (e admito-o!) um verdadeiro viciado em pessoas. O teu texto foca precisamente aquilo que me fascina na variedade de personalidades que populam este planeta: a diversidade de carácteres e a subjectividade do que somos, na medida em que há de tudo um pouco (há gente para tudo, como costumo dizer) e que uma característica minha que pode ser positiva para uma pessoa, pode ser negativa para outra. E andamos a vida inteira a mudar e a procurar partes duma identidade nossa nos outros, dois comportamentos que se tornam complicados de conjugar. Uma pessoa que "encaixa" bem connosco numa fase da nossa vida pode tornar-se intolerável noutra altura, consoante o tipo de alterações que nós próprios sofremos. Como manter a compatibilidade entre 2 entidades em constante mutação? Como integrar alguém num grupo onde existe já uma multitude de feitios e formas de ser e estar na vida? Estes "sociologismos" intrigam-me e fascinam-me, e mantêm-me viciado nessa droga que são as pessoas.

  5. andré Says:

    Como poderia eu não gostar dos teus textos. Escreves com o coração...

  6. Orfeu Says:

    O nada que sei de ti...
    O nada que és para alguém...
    O nada que sou para mim...
    O nada que somos para alguém...
    O tudo que és para ti...
    O tudo que nós queremos ter...
    O tudo que eu quero ser...
    O tudo que serás para alguem...

    Tudo...Será Suficiente, e o pouco será sempre nada.

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