Cromoterapia

terça-feira, novembro 08, 2005 à(s) 01:01
A inovação é tanta que actualmente já se criam tratamentos médicos através da acção das cores.
Nem me vou centrar nos efeitos, significâncias, indicações nem outros factores associados à cromoterapia como ciência médica, mas sim como ciência social!
As cores desde sempre interferiram no nosso humor, na nossa personalidade, no nosso estilo, na nossa visão das coisas, pessoas, lugares, do mundo, do universo...desde o nosso primeiro segundo de vida.
Quando acordamos somos invadidos por uma infinita gradação de cores que variam entre dois tons extremos: o claro e o escuro.
Mas a sociedade faz uma conotação das cores a determinados significados. Alguns até fazem sentido, como por exemplo a associação do branco à paz, à leveza, à pureza. Bem, certo é que a cor é tão silenciosa, singela, serena e básica que faz todo o sentido afirmarem que ela é pura e leve, bem como se adequa perfeitamente à paz que todos procuram mas que cada vez mais se torna inalcançável! É realmente complicado conseguir-se um branco que perdure...
Entretanto, recordo-me do amarelo que pessoalmente associo ao divertido, à força e ao cómico. Trata-se de uma cor potente, enérgica que propaga alegria onde quer que esteja. O sol torna-se um bom exemplo...e os smiles também!
Lembro-me do laranja que me transmite boas vibrações, lembra-me a aventura, insatisfação, determinação e concordo que possua uma certa extravagância devido à força característica deste tom. O vermelho também é uma cor forte que me agrada e que me remete para o desespero, força, raiva, erotismo, sangue, calor e paixão.
O azul, o lilás e o verde remetem-nos para a paleta das cores frias. Ok, vulgaridades que por aí circulam. E não discordo, admito que a paleta de cores foi relativamente bem analisada e as comparações fazem sentido. Serenidade, frieza, timidez, insegurança, esperança, calma, incerteza, imensidão e até uma certa ingenuidade e ignorância... alguns adjectivos que associo a estas tonalidades de acomodação.
No entanto o castanho é por mim compatível com a objectividade, a firmeza e a verdade.
Todavia, chegámos à fase da discordância: Por alma de que santinho é que se diz que o rosa é a cor do amor? Quem se lembrou disto devia ser daltónico!!!
Já para não dissertar sobre a teoria de conotação do rosa para as meninas e o azul para os meninos...e eu que sempre adorei o vermelho, seria considerada anormal?
O encarnado até é aceitável, porém não concebo essa teoria. Na minha humilde opinião não faz sentido esta conotação social do cor-de-rosa ao amor porque, se o este é um sentimento que nos faz experimentar uma infinidade de emoções e sensações que oscilam entre o bom e o mau, a cor que a sociedade devia adoptar era o preto.
Sim...o preto, aquele tom escuro que nos remete para o vazio cheio de falta de luz!
O preto é a cor que nasce da associação de todas as outras cores existentes à face da Terra. Se têm dúvidas misturem o vermelho (paixão, desejo, ódio, sangue), com o verde (esperança, passividade), o azul (frieza, insegurança, tristeza, ciúme), lilás (incerteza, sonho...), o branco (calma, paz, pureza), o amarelo (diversão, alegria), o laranja (extravagância, aventura), o castanho (verdade), o cinzento (preguiça, ingenuidade) e vejam lá se não obtêm o preto?
O amor faz-nos sentir todas estas sensações que descrevi e muitas outras mais que, a D. Sociedade, faz questão de associar a algo... e que assim continue!
A nossa vida é mesmo assim, uma paleta de cores que utilizamos para pintar os nossos dias, de acordo com o que sentimos.
E se, quando o ponto final se instaurasse no nosso percurso por este mundo, pudéssemos expor os quadros que colorimos? Certamente teríamos uma bela exposição para contemplar!
Há pessoas que dedicam toda a sua vida às tonalidades frias, outras às quentes, algumas às mórbidas, outras às extravagantes, e malta que opta por tons leves. Porém, eu desde sempre apreciei o arco-íris e faço questão de manter esta minha paleta cheia de tintas para poder pintar a infinita diversidade e inconstância de sensações que a vida me proporciona.

3 comentários

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  2. andré Says:

    Eu resumo os todas essas cores ao amor, que no fundo é a base de tudo, amamos para ser livres de essas palavras todas juntando-as numa só.

  3. Orfeu Says:

    Poderia dizer que necessito de cura...Cores do Amor, Paixão, obviamente...o teu arco-iris.
    As minhas...preto e branco, será bom?
    Um beijo

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