Não me chateies porque eu morri!

sábado, outubro 22, 2005 à(s) 23:27
Para ti, que se continuares a ler, sabes quem és!
Hoje chorei como já não chorava há imenso tempo. Desci à terra...finalmente!
A verdade é que depois de falarmos, tive mesmo de me refugiar no meu quarto e chorar, chorar, chorar...tinha-te dito a verdade que estava a negar a mim mesma.
Não sei o que é que se passa comigo, ando estranha, não sou a mesma que era há dois meses atrás. Desde que mandei "o outro" passear que já não ando bem...e não tem nada a ver com ele.
A vida é que não corre como eu pensava que ia correr, sai tudo completamente ao contrário do previsto. Sempre odiei planos, evito fazê-los. Opto por sonhar baixinho e com os pés assentes na terra para não ter grandes quedas. Adiantou muito...caí e não vejo forma de me levantar.
E as ambições que tinha, porque agora sinto-as perdidas, não eram muitas, era uma somente. Além disso, apesar de não me arrepender, sinto que dediquei a minha vida apenas a um plano...o profissional (porque tinha mesmo de ser); e agora fizeste-me voltar a acreditar nas pessoas. Não em todas, é certo, mas é importante acreditar.
Os amigos próximos que tenho e que se contam numa mão, não são maus mas...nem para eles tenho vontade de olhar. Às pessoas que me vão ligando e convidando para sair, ir aqui ou acolá, só me apetece dizer o que respondia quando tinha 4/5 anos: "Não me chateies porque eu morri!"
Elas não merecem ouvir isto, eu sei. Mas não me apetece, que posso fazer? Estou bloqueada e não sei o que me prende. Não tenho vontade de sair de casa, de ir para noite, para o dia, para lado nenhum, de ver ninguém. Noto aliás, que tenho sido chata e até desagradável com quem anda por perto. Apenas peço para não me incomodarem, não ando nos meus dias...creio que tenho esse direito.
Tenho gostado de falar contigo, divertes-me, pensas comigo, falas a minha língua, és diferente, experiente e interessante. Por isso te agradeço a enorme pachorra para me aturares porque, pensando bem, devo ter sido imensamente enfadonha contigo, sei lá. Desculpa, sinceramente, peço-te do fundo do coração que desculpes alguma coisa menos boa que eventualmente tenha dito.
Queria tentar conseguir sair deste círculo vicioso e mudar de ares, pessoas, cheiros, vidas, experiências...queria viver, tal como te disse, sem estar presa como sempre estive. Era bom que parassem de olhar para mim e deixassem de me ver como a "menina".
Apetecia-me fazer o que me dá na real gana, ser livre como se não houvesse amanhã. Não me prender nem dar satisfações a ninguém. O que sinto hoje, amanhã não faz sentido (tem sido assim...). Talvez seja por isso que te compreendo! Sei lá... Certo é que só me arrependo daquilo que não fiz e apesar de tudo, orgulho-me de ser como era antes de me ver assim.
Estou ansiosa por encontrar o meu sorriso, visto que o perdi mas não sei onde. Tenho saudades de ser sorridente, determinada, impulsiva, extrovertida, sonhadora, persistente e aventureira, mas sempre com aquela pontinha de inocência que me caracteriza (ou não). Gosto de me sentir "criança" para não ter preocupações. Considero que a vida não tem piada quando é levada demasiadamente a sério...
Obrigada por conversares comigo!*

4 comentários

  1. Anónimo Says:

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  3. andré Says:

    Será que a vida só faz sentido quando nos sentimos como um recem-nascido, que não tem medo, não desconfia do que o rodeia, nunca pensa em sentir a "dor" porque nunca passou por ela ou seja uma mente limpa livre de todos os perigos e situações imaginaveis, livre de fortes sentimentos. Será que só faz sentido assim...?

    Parabéns pelo teu blog I'mNesic, continua a escrever.

  4. Como eu te compreendo, as vezes também me sinto assim, sem vontade...ficar no meu canto a reflectir e a sonhar. Por outro lado tenho a vontade de de mudar de vida,pessoas,e lugares...nao vejo a hora de voltar a sorrir como nunca sorri e vivier sem medo do que o futuro nos reserva...e sobre tudo sem medo do mal que as pessoas nos possam fazer..

    Lindo, lindo o teu texto ;) Beijinhos linda, continua, isso só mostra que és uma pessoa de grande caracter.

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