A Saudade

segunda-feira, agosto 20, 2007 à(s) 12:47


«As coisas vulgares que há na vida não deixam saudade
Só as lembranças que doem ou fazem sorrir
Há gente que fica na história da história da gente
E outras de quem nem o nome lembramos ouvir
São emoções que dão vida
A saudade que traz
Aquelas que tive contigo e acabei por perder
Há dias que marcam a alma e a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste não posso esquecer»

Mariza

Ilumina-me

sábado, junho 23, 2007 à(s) 13:42
Cada vez mais próximo das nossas mãos, "luz" - o novo álbum de Pedro Abrunhosa!

Gosto de ti como quem gosta do sábado,

Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p’ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p’ra ti.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Pedro Abrunhosa, Album "Luz".

Verdade

quinta-feira, março 08, 2007 à(s) 22:11
Maravilhoso, coração, maravilhoso...

O nosso coração, que nos comanda, gosta muito de ser verdadeiro e nos pedir sempre a verdade. Independentemente desta nos torturar, fazer rir, chorar ou sonhar, magoar, envergonhar, confortar, deprimir, animar, entristecer ou...muitas outras coisas que certamente estás a imaginar neste momento.
O importante é que gostamos de encarar a verdade, mesmo que na realidade nos estejamos a enganar a nós próprios; porque cada um de nós, vê a verdade de um prisma só.
E a verdade podem ser muitas coisas, ser ambígua, ou até nem existir...
De que nos vale a verdade, afinal?!
Até que ponto é que devemos ser inteiramente verdadeiros? Não é assim que conseguimos o que queremos...aliás, ninguém neste mundo, absolutamente ninguém, passa a sua vida inteira sem dizer no mínimo uma mentira. Por muito inocente que esta seja!
E depois, a verdade nunca nos levou a lado nenhum...francamente!!!
O que se quer hoje em dia, é atingir as metas mais elevadas, com facilidade e sem qualquer tipo de rigor, transparência, modéstia, humildade e sinceridade. Escrevo "o que se quer" porque mesmo que no fundo não queiramos, a vida a isso obriga, e queremos mesmo sem querer!
Por outro lado, sejamos verdadeiros...até a nós próprios mentimos para não assumirmos o que pensamos, o que sentimos, o que queremos, o que detestamos, porque temos medo. (Aquele sentimentozeco que anda de mãos dadas com uma série de adjectivos qualificativos dos sentimentos que o ser humano tem...que até dói!)
Talvez seja o medo que nos impede de concebermos a verdade como ela é;
talvez seja somente a falta de vontade, a inércia, o orgulho, o preconceito...;
talvez seja "eu"...
Talvez seja a própria; a verdade. E afinal, para que é que ela serve?!

Coisas...

terça-feira, março 06, 2007 à(s) 21:49
"Às vezes dou por mim a pensar que gostava de ser mais transparente... ou, pelo menos, que me soubessem 'ler' nas entrelinhas.
Isto de ser, aos olhos dos outros, a gaja que está sempre bem disposta, é lixado.

Ou talvez não, sei lá!"

Não sei quem escreveu isto, mas concordo plenamente pk já muitas pessoas me consideraram a "gaja que está sempre bem disposta"!
Mas já aprendi a ser transparente...um pouco mais, quero dizer! =)

Eu Sei...

segunda-feira, fevereiro 26, 2007 à(s) 00:53
Papas da Língua
Composição: Serginho Moah e Fernando Pezão


Eu sei, tudo pode acontecer
Eu sei, nosso amor não vai morrer
Vou pedir, aos céus, você aqui comigo
Vou jogar, no mar, flores pra te encontrar
Não sei, porque você disse adeus
Guardei, o beijo que você me deu
Vou pedir, aos céus, você aqui comigo
Vou jogar, no mar, flores pra te encontrar
You say good-bye, and I say hello
You say good-bye, and I say hello
Ohohoh
Yeah yeah yeah yeah
Não sei, porque você disse adeus
Guardei, o beijo que você me deu
Vou pedir, aos céus, você aqui comigo
Vou jogar, no mar, flores pra te encontrar
you say good bye and I say hello
you say good bye and I say hello
ohohoh
Yeah yeah yeah yeah

Bonita música, hein?!

Sábias Palavras....

sábado, janeiro 20, 2007 à(s) 20:25
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...".

Fernando Pessoa

Como devem os profes lutar contra o novo estatuto da carreira docente?

terça-feira, janeiro 02, 2007 à(s) 18:51

UMA EXCELENTE FORMA PARA LUTAR CONTRA O ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE!

2 - O ECD e os Generais
A plataforma negocial de 14 sindicatos não chegou a acordo com a ministra sobre o novo Estatuto da Carreira Docente.
E muito bem. O que se pretende é aniquilar completamente o que resta da dignidade de ensinar.
Já nem falo do dinheiro que se perde.
A dignidade de 400 mil professores é que não se admite que uma qualquer ministra, que não o será mais do que 4 anos, destrua.
Agora: há variadíssimas formas de luta.
Desde já proponho uma monumental greve de "zelo", cumprindo apenas os serviços mínimos na sala de aula.
Se os pais não se importam com a vida escolar dos seus alunos talvez seja a única forma de o começarem a fazer.
Dá-se a matéria mínima, ao ritmo mínimo, tiram-se as dúvidas a quem estudou, não se repetem exposições.
Ou seja: temos que fazer com os alunos aquilo que a ministra quer fazer connosco, a ver se os pais entendem a nossa luta e se gostam que o mesmo aconteça aos seus filhos.

Estabeleceremos cotas em cada turma:
Em 20 alunos, só daremos 10% de nota máxima, tal como a ministra faz connosco.
Portanto, se houver mais do que 2 alunos que mereçam 5, paciência!
Ficam com 5 os dois melhores.
Mas se um deles faltou mais de 3 dias por doença, terá que ter paciência.
Fica com 4 e sobe o seguinte a aluno-titular.
Os outros cotam-se, proporcionalmente, por aí abaixo.
10% de nível 5 e 20% de nível 4.
O resto vai corrido a 3.
Se uma turma for muito boa e tiver 10 alunos que merecessem 4 e 5, outra vez paciência.
«Nem todos podem chegar a generais», não é?
Dois ficam com 5, quatro com 4 e os restantes terão 3.
Mesmo que, também esses merecessem 5.
Faltaram?
Quem os mandou adoecer a eles ou aos pais?
Quem mandou o carro avariar e chegar tarde uma vez?
Quem mandou o irmão mais novo apanhar sarampo?
É cotas, é cotas!
Não são os Pais que aprenderam com a ministra que «nem todos podem chegar a general»?
Pois então? Os seus filhos também não!


Publicado por JOÃO Tilly

Chasing Cars * Snow Patrol

sábado, dezembro 02, 2006 à(s) 12:44
We'll do it all
Everything
On our own

We don't need
Anything
Or anyone

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

I don't quite know
How to say
How I feel

Those three words
Are said too much
They're not enough

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden that's bursting into life

Let's waste time
Chasing cars
Around our heads

I need your grace
To remind me
To find my own

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden that's bursting into life

All that I am
All that I ever was
Is here in your perfect eyes, they're all I can see

I don't know where
Confused about how as well
Just know that these things will never change for us at all

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

Procurei-te

domingo, novembro 26, 2006 à(s) 00:17
Hoje procurei-te por entre as minhas mãos cheias de nada e vazias de ti...
Procurei-te no meu recanto mais surreal e sincero, onde não te alcancei...
Busquei-te com os olhos, a boca, as palavras, o cheiro e não te senti...
Amargurei-me de te ter pretendido, desejado e esquecido por entre as coisas, lugares, sensações e energias onde te procurei e te esqueci.
Não te busco, te desejo ou te procuro, se muito, pouco ou mesmo nada, temos vindo a ter.
Apenas sei que te procurei porque te vou continuar a procurar, já que nunca me sentirei perfeita sem ti nem contigo; sei que te vou aperfeiçoar à minha maneira e deixar que voes dentro do espaço que te darei.
Para que...sempre que te procurar, ali estejas escondido, só para mim!

Sabes, sabes, sabes?

quarta-feira, novembro 22, 2006 à(s) 15:03
De repente, apeteceu-me vir aqui e depositar algumas palavras neste contentor de ideias virtual que já tem um anito em cima!
Mas como não sei do que me apetece dissertar, visto que o tempo nada me diz e o vento não me segreda, deixo aqui um apelo aos cuscos que por cá saltitam de quando em vez:

Dêem-me uma palvra, uma qualquer que vos surja em mente ou que leiam numa parede impessoal, mesmo que pareça ridícula...
Pode ser que me renasça inspiração para a dissecar e, quem sabe, até nos podemos rir com ela!
Portanto, sabes o que tens a fazer, não sabes? =)

Conselho...

segunda-feira, setembro 25, 2006 à(s) 16:20

Texto a duas mãos...

segunda-feira, julho 24, 2006 à(s) 17:26
Agora que vamos escrever um texto a duas mãos
tenho a cabeça completamente vazia...


porque hoje renasci e nada tenho cá dentro
acordei com o teu som


as tuas palavras voam por dentro das minhas pálpebras
enquanto te ouço um sorriso triste...


que existe por motivo algum:
(trazes-lo sempre que me procuras)


não sei porque te quero,
nem me lembro de como te sonho...


mas não deixas de existir e estarás ai
ocupas-me inconscientemente!!!



Wendy & André (in "Experimentações)

Saudade

sexta-feira, julho 14, 2006 à(s) 18:00
(foto by somewhere @ orfeu)

Palavra única no mundo, pertencente ao glossário de termos portugueses, que é cada vez mais presente nos meus neurónios, (e pelo meu coração também)!
Saudade...
...das brisas frescas que por vezes sopram no Verão;
...dos fins-de-tarde em que caminhava com o meu violino às costas;
...das noites nos bancos dos auditórios municipais;
...das partidas que preguei;
...das gargalhadas e lágrimas que deixei por aí;
...dos olhares misteriosos que troquei;
...dos tempos em que estudava;
...das cartas que escrevi e recebi;
...das manhãs perdidas a sol, caminhando por campos ou jardins floridos;
...do bronze à beira-mar;
...das brincadeiras inocentes;
...dos testes, cábulas e resumos;
...do gozo que dei;
...das flores que recebi;
...das palavras que me disseste;
...de ti...(de te ter, ver, sentir)!
Saudades.............

Epitáfio

quinta-feira, junho 29, 2006 à(s) 00:11
by Sérgio Britto

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
Até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceite as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o pôr-do-sol
Devia ter-me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceite a vida tal como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol...
quarta-feira, junho 28, 2006 à(s) 18:09
Amo-te!

Somewhere over the rainbow...

segunda-feira, junho 19, 2006 à(s) 11:57

Avaliam o quê? A educação? A metodologia? A beleza?

quarta-feira, maio 31, 2006 à(s) 20:15
O Ministério da Educação apresentou a proposta este sábado (27/05).
O Ministério da Educação (ME) quer que os pais passem a participar na avaliação do desempenho dos professores dos filhos, necessária para a progressão na carreira dos docentes, revelou à agência Lusa fonte da tutela.
Segundo a proposta de alteração do Estatuto da Carreira Docente (ECD) que o Ministério apresenta hoje à comunicação social e aos sindicatos, cada encarregado de educação individualmente vai fazer uma avaliação do trabalho dos professores que dão aulas aos seus filhos, uma apreciação que será depois tida em conta, juntamente com outros factores, para a subida de escalão por parte dos docentes.
A proposta da tutela prevê ainda que os professores tenham de prestar provas para subir na carreira, que passará a dividir-se em dois graus ou categorias, independentemente dos dez escalões em que está actualmente organizada. «Um professor poderá candidatar-se a passar para o grau mais elevado de pois de um certo número de anos de serviço, tendo para isso de prestar provas», disse à Lusa a mesma fonte do ME, escusando-se a adiantar pormenores sobre o tipo de provas a realizar.
A intenção do ME é fazer depender a progressão na carreira docente do mérito dos professores, aferido através de vários mecanismos de avaliação do desempenho. Actualmente, o ECD faz depender a subida de escalão do tempo de serviço, da frequência de acções de formação contínua e de um processo de avaliação do trabalho do professor efectuado pelos órgãos de gestão da escola em que lecciona.
A legislação em vigor, que será agora revista no âmbito de uma negociação entre a tutela e os sindicatos do sector, determina que os professores têm de apresentar um relatório crítico da actividade por si desenvolvida no período de tempo de serviço a que se reporta, um documento que é depois avaliado qualitativamente pelo conselho pedagógico da escola, com as menções de Não Satisfaz, Satisfaz, Bom ou Muito Bom.
Venham eles...nós cá estamos à espera! ;)

Queixinhas =p

quinta-feira, maio 25, 2006 à(s) 00:42
O axpegix é tão machista,
tão machista,
tão machista...
Que em vez de comer bolachas Maria,
come bolachas Manel!

Martinho da Vila, esse grande artista...

quarta-feira, maio 24, 2006 à(s) 22:35
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim

Aqui...

domingo, maio 21, 2006 à(s) 21:13
Aqui,
onde me dói e tu não vês...
esforças-te por me ajudar mas, não te quero sentir.
Volto-te as costas e fujo do teu olhar.
Aqui,
onde eu grito e ninguém me pode abraçar!
É aqui que permaneço, e sempre permaneci
onde me encontras, te sinto...
mas nunca te vi!

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