Epitáfio

quinta-feira, junho 29, 2006 à(s) 00:11
by Sérgio Britto

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
Até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceite as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o pôr-do-sol
Devia ter-me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceite a vida tal como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol...
quarta-feira, junho 28, 2006 à(s) 18:09
Amo-te!

Somewhere over the rainbow...

segunda-feira, junho 19, 2006 à(s) 11:57

Avaliam o quê? A educação? A metodologia? A beleza?

quarta-feira, maio 31, 2006 à(s) 20:15
O Ministério da Educação apresentou a proposta este sábado (27/05).
O Ministério da Educação (ME) quer que os pais passem a participar na avaliação do desempenho dos professores dos filhos, necessária para a progressão na carreira dos docentes, revelou à agência Lusa fonte da tutela.
Segundo a proposta de alteração do Estatuto da Carreira Docente (ECD) que o Ministério apresenta hoje à comunicação social e aos sindicatos, cada encarregado de educação individualmente vai fazer uma avaliação do trabalho dos professores que dão aulas aos seus filhos, uma apreciação que será depois tida em conta, juntamente com outros factores, para a subida de escalão por parte dos docentes.
A proposta da tutela prevê ainda que os professores tenham de prestar provas para subir na carreira, que passará a dividir-se em dois graus ou categorias, independentemente dos dez escalões em que está actualmente organizada. «Um professor poderá candidatar-se a passar para o grau mais elevado de pois de um certo número de anos de serviço, tendo para isso de prestar provas», disse à Lusa a mesma fonte do ME, escusando-se a adiantar pormenores sobre o tipo de provas a realizar.
A intenção do ME é fazer depender a progressão na carreira docente do mérito dos professores, aferido através de vários mecanismos de avaliação do desempenho. Actualmente, o ECD faz depender a subida de escalão do tempo de serviço, da frequência de acções de formação contínua e de um processo de avaliação do trabalho do professor efectuado pelos órgãos de gestão da escola em que lecciona.
A legislação em vigor, que será agora revista no âmbito de uma negociação entre a tutela e os sindicatos do sector, determina que os professores têm de apresentar um relatório crítico da actividade por si desenvolvida no período de tempo de serviço a que se reporta, um documento que é depois avaliado qualitativamente pelo conselho pedagógico da escola, com as menções de Não Satisfaz, Satisfaz, Bom ou Muito Bom.
Venham eles...nós cá estamos à espera! ;)

Queixinhas =p

quinta-feira, maio 25, 2006 à(s) 00:42
O axpegix é tão machista,
tão machista,
tão machista...
Que em vez de comer bolachas Maria,
come bolachas Manel!

Martinho da Vila, esse grande artista...

quarta-feira, maio 24, 2006 à(s) 22:35
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim

Aqui...

domingo, maio 21, 2006 à(s) 21:13
Aqui,
onde me dói e tu não vês...
esforças-te por me ajudar mas, não te quero sentir.
Volto-te as costas e fujo do teu olhar.
Aqui,
onde eu grito e ninguém me pode abraçar!
É aqui que permaneço, e sempre permaneci
onde me encontras, te sinto...
mas nunca te vi!

Quebrámos os dois

segunda-feira, abril 10, 2006 à(s) 19:00
Era eu a convencer-te que gostas de mim
e tu a convenceres-te que nao e bem assim...
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro
e tu a argumentares os teus inevitaveis...
Eras tu a dancçres em pleno dia
e eu encostado como quem nao via
Eras tu a falar para esconder a saudade
e eu a esconder-me do que nao se dizia ...
...afinal quebrámos os dois...
Desviando os olhos por sentir a verdade
juravas a certeza da mentira mas...
sem queimar demais...
sem querer extinguir o que já se sabia
Eu fugia do toque como do cheiro
por saber que era o fim da roupa vestida
que inventara no meio do escuro onde estava
por ver o desespero na cor que trazias...
... afinal quebrámos os dois...
Era eu a despir-te do que era pequeno
e tu a puxares-me para um lado mais perto
onde contámos histórias que nos atam
ao silêncio dos labios que nos mata...!
Eras tu a ficar por nao saber partir...
e eu a rezar para que desaparecesses...
Era eu a rezar para que ficasses..
e tu a ficares enquanto saias.
... não nos tocamos enquanto saías...
não nos tocamos enquanto saímos...
não nos tocamos e vamos fugindo...
porque quebrámos como crianças
...afinal quebramos os dois...
...e é quase pecado o que se deixa...
...quase pecado o que se ignora...

De meu estado incerto

domingo, abril 02, 2006 à(s) 19:43
Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio,
O mundo todo abraço e nada aperto.
É tudo quanto sinto um desconcerto;
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio,
Agora desvario, agora acerto.
Estando em terra, chego ao Céu voando,
Nũa hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar ũa hora.
Se me pergunta alguém porque assi ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.
Camões

EU estou aqui...

à(s) 19:27
Pois...para quem pensava que era desta que eu me calava...lamento mas realmente, eu ESTOU VIVA!!! eh eh eh
Tenho andado a colorir de magenta os meus dias, juntamente com alguma poeira de resina, um toque de festinhas e resmas de trabalho! Para quem não percebeu, aconselho o Dicionário da Academia de Ciências na sua última actualização - aposto que conseguirão decifrar todo este vocabulário simplório que tenho utilizado até agora. Contudo, só terá uma boa compreensão quem realmente faz parte da minha vida....anyway!
Sugestões à parte, já não me encontro tão "amnésica" uma vez que simplemente comecei uma nova vida. E estou realmente mais entusiasmada, apesar das circunstâncias que me forçaram "a...". Porém, era realmente disto que precisava: uma lufada de "fresh air" porque as coisas estavam deveras insuportáveis.
And...that's all that I can tell about me! Para mais informações contactem-me....sabem como! Kisses and Kisses =)

As voltas...

segunda-feira, março 13, 2006 à(s) 21:04

Miss Wendy algures na Terra do Nunca...

Rapture...

sábado, fevereiro 25, 2006 à(s) 13:19

Rapture...


Eyes are falling

Lips are falling

Hair is falling to the ground

Slowly, softly

Falling, falling

Down in silence to the ground

All the world is falling, falling

All the blue

From me and you

Teardrops falling to the ground

Teardrops

I'm talkin' 'bout your teardrops

For instance

Oh my mama

She's been falling

Falling down for quite some time

And oh my papa

He's been falling

Falling down for quite some time

Oh my friends

I've watched them falling

Falling softly to the ground

Like the leaves

The Leaves are falling

Down in silence to the ground

Is this the rapture

Is this the rapture

Why don't you tell me

Is this the rapture

Is this the rapture

Our father who art in heaven

For the kingdom, the power, the glory, yours

Now and forever

Antony & The Johnsons

Opiniões

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 à(s) 10:26
Hoje dei por mim a não resistir comentar um texto relativo aos famosos cartoons ao personagem bíblico mais falado da actualidade.

Os desenhos?
Mas que desenhos?
Nem acredito que os americanos tenham conseguido desviar as atenções para um bando de rabiscos mal traçados quando eles, os que se intitulam donos do mundo, foram para o Iraque maltratar seres humanos com a maior das naturalidades.
Alguém viu alguma embaixada incendiada? Eu não...
Nem nada que se pareça com a revolta actual a tentativas de garatujas mal sucedidas a um indivíduo que pelos vistos foi confundido com Maomé!!!
Há coisas bem mais graves pelas quais nos devemos manifestar do que isto que vejo hoje.
Os direitos humanos, que sabemos não seres respeitados ao pormenor, foram claramente violados em vários pontos do globo terrestre. Temos provas disso, sabemos quem são os culpados, e ficamos impávidos e serenos à espera dos próximos episódios...
Já para não mencionar o que sucede apenas e só neste cantinho a que chamamos Portugal!
É o fado...

O amor está doente...

quinta-feira, fevereiro 16, 2006 à(s) 00:28
Estes dias tenho passado pelo Hospital das Palavras e apercebi-me que anda por lá um termo com uma patologia grave e com cura possível. No entanto, difícil de concretizar.
Ele pediu-me para proteger a sua identidade, mas creio que todos nós poderíamos ajudá-lo e por esse motivo, digo quem é ele: é o amor!
Famoso, não é?
Quem é que não o conhece???
Quase todos nós! Infelizmente é verdade isto que afirmo e reitero as vezes que forem necessárias. Não o conhecemos e falamos dele com uma vulgaridade e desrespeito fenomenais.
É suposto não se conotarem ideias relativamente àquilo que desconhecemos, não é?
Estranho...
Há muito boa gente por aí que até diz sentir o amor...(o que muitas vezes me surpreende). Enfim...
O Amor disse-me que se sentia usado e abusado; triste e amargurado; esquecido e baralhado. Tal como os mais velhos, ele afirmou que tem saudades da sua efémera juventude, da sinceridade que o acompanhou nos seus primeiros passos.
Descreveu-me a sua personalidade complicada e inusual. Intitulou-se como estranho mas simpático, tímido e doido; misterioso e rebelde; fugaz e eterno; resistente e verdadeiro; dócil e dormente; cortante e desesperante. Tem um aspecto belo e encandescente, um estilo mágico e sóbrio, acompanhado por atitudes inocentes e ingénuas; puritanas e infantis; educadas e sôfregas. Diz-se amigo, compreensivo e solidário; adora o diálogo, é paciente e conservador!
Ele disse que estes eram alguns aspectos característicos que actualmente não consegue detectar em si mesmo. A fama foi tanta que ele por vezes pensa que morreu. Está triste por ter perdido o seu encanto, a sua magia e pureza...há quem o trate por nomes diferentes, o que o magoa profundamente.
Contou-me até que já o confundiram com a "curte", o "passageiro" e até com o "momento". Dizem-no colorido (ele concorda) mas "descomprometido". Ora, isto ofendeu-o, visto que ele se pensa como intenso, profundo e volátil.
Agora, resta-lhe a terapaia. E para seu consolo, algumas visitas que vai tendo...
Sim, o amor continua doente e esquecido num desses hospitais públicos e comuns a todos os cidadãos.
Todavia, o seu estado é crítico; apesar de serem recomendáveis as visitas...visitas estas que devem ser continuadamente efectuadas por pessoas solidárias, meigas com sentido de instrospecção realmente sincero. Mas o mais importante é que sejam eternas, resistentes e fortes para ultrapassarem todas as barreiras que a cura da doença do Amor implica.
Serás capaz de o ajudar?!

Cartas de amor...ao Cupido!

terça-feira, fevereiro 14, 2006 à(s) 23:41

Valentim, gay duma figa!
Hoje que é o teu dia vulgarmente festejado por essas ruas fora, decidi escrever-te algumas palavras para que saibas que, também eu, não me esqueço de ti.
(Ainda bem que não disparas contra mim...até és amiguinho!!! Voltando ao assunto...)
Primeiro: o teu nome diz tudo. És maricas! E se dúvidas existiam, a prova é tirada quando te observamos as pueris vestes.
Porque é que não te chamas Valentão?
Que tamanho de fraldas usas...é para 9kg?
Segundo: és um menino que ainda não foi educado para praticar os hábitos de higiene mais simples, como é o caso de desinfectar as setinhas que trazes contigo.
Aliás...esse arco e essas flechas da feira popular nunca viram um pingo de álcool etílico em cima. Nem nada semelhante a isso...depois existem as doenças sexualmente transmissíveis.
SEXUALMENTE porque tu és um tarado que só pensas em foder. Vejamos então as tuas palavras: "uhm....que rabo jeitoso que ali vai! Deixa cá ver....mais p'rá esquerda, subir um cadinho.......aqui vai! YES!!! Fodi-te!" - comentas satisfeito - "Ups...merda! Acertei na gaja que ia ao lado...azar, fodi dois com uma flecha só!"
(Sem comentários...não sei onde aprendeste a disparar as tuas flechas, certamente o teu arco precisa de uma afinação ou os teus olhos não têm lentes graduadas que os auxiliem a fixar o alvo! A licença de disparo saiu na promoção das tuas Dodot's?!)
Terceiro: Mas quem és tu para andares aí a proclamar-te "Santo Padroeiro do Dia dos Namorados" quando tu és um solteirão de 8ª categoria?
Alguém te conhece uma namorada? Ou um parceiro, que seja... Nunca te vemos com par nenhum....a não ser o arco acompanhado da flecha!
Porém, chego à conclusão de que tu gostas é de ser o que está "a mais"; o mitra!!!
Aliás: QUEM ÉS TU PA JUNTARES PESSOAS EM NOME DO AMOR? O pessoal anda a comer-se, a trocar os cuspes, a partilhar apalpões e a aprofundar o conhecimento da anatomia humana.
Meu anjo, para isso existem as amizades coloridas. E essas dispensam a tua profissão...
Quarto: o que é que tu ganhas com as prendinhas que os melosos casais trocam neste dia? Os jantares revertem a favor dos gastos de manutenção das asas que possuis? E as rosas vermelhas...serão uma boa fonte de rendimento que te ajuda com as despesas que tens a retirar a flecha disparada para a reutilizares nouta vítima??
O certo é que tu és muito moderno no que toca à reciclagem...A política dos 3 R's é o teu forte: Reduzes o amor a curtes; reutilizas as flechas e fazes uma pessoa enamorar-se por 28 em simultâneo (sem saber qual escolher e partilhando as 28 consigo mesmo); e ainda reciclas os sentimentos da malta, deixando-a aparvalhada e sem noção nenhuma daquilo que pretende para a vida.
Meu querido cupido: estes são apenas alguns comentários que tenho de partilhar contigo, na intenção de te fazer repensar as metodologias obsoletas que proferes.
Actualiza-te amigo, a vida não pára...evolui. E tu só tens de acompanhá-la e readaptar os teus antigos e tradicionais instrumentos e conceitos aos dias de hoje. SMS, Mails ou MMS são óptimas formas de comunicar, como se tem visto!
Não penses que me contradigo...a verdade é que tu seguiste o caminho errado e agora o amor é o que vemos. E se isto é o amor de hoje...então não quero adivinhar o amor de amanhã...
Cuidado com a direcção para onde disparas!!!

Cuidado....

domingo, fevereiro 12, 2006 à(s) 19:21

I'm too sexy for your eyes
too sexy for your heart
too sexy for your lips...
. . .
Isto é que é moral em cima!!!
Viva o meu narcisismo domingueiro e a minha linda boca irresistível!
yupiiii :)

Eles andam aí...

sábado, fevereiro 11, 2006 à(s) 09:43



E esta, hein?
Ah pois é...
Modernices, é no que dá!!!



Na A8, algures no Bombarral...a tecnologia ao serviço da segurança de todos os portugueses.










Estas e muitas mais disponibilizadas pelo meu friend Gabi, algures aqui !
Quem é que é amiga, quem é???
Ooops, esqueci-me... =(

Diário de I'mNesic

sexta-feira, fevereiro 10, 2006 à(s) 01:10
Querido diário:
hoje tive um dia bué de complicado.
O tipo do bidé nunca mais me disse nada, provavelmente anda decepcionado com a graduação dos meus óculos. Às vezes penso que seria aconselhável mudar a minha graduação por outra mais intensa, quiçá isso me permita mais alcance de visão?
Por outro lado, o meu vizinho, o Topê dos Dzr't continua a pedir-me explicações de mexicano.
As aulas de grego que lhe tenho dado são razoáveis, visto que lhe ensino português e ele acaba por balbuciar espanhol.
Hoje até esboçou um sorriso tímido e olhou-me nos olhos com uma profundidade tal.. confessou-me que desde que lhe comecei a dar aulas de matemática ele cozinha melhor e os seus discos são um fracasso. Está deveras contente! Até já convidou o Zé Broa de Milho para as minhas aulas de HipHop.
Fiqui totil feliz e saltitei que nem uma pulga. Ah...até me cruzei com o Carlos Silvino na rua. Creio que se deve ao facto de me ter entusiasmado enquanto pensava no Topê e passeava o meu cão. Perdi-o e depois tive de o chamar..."Bibi, Bibi?!"
Ao jantar, comi bastante, estava esfomeada. Isto foi certamente causado pelo stress das aulas; o liceu de mecânica deixa-me neurótica. Ainda por cima as gajas que lá andam são muito pindéricas e excêntricas. Raramente aparecem e quando se cruzam comigo, para se exibirem, trazem um arsenal de armas atrás.
Notei até que usam todas o mesmo estilo de roupa, (o que me deixa desconfiada acerca das tendências de moda que tenho seguido...): só usam batinhas azuis, relativamente compridas, com uns bonés e crachás contrastantes. Aquilo até é moderno, pelo menos a marca é cada vez mais usual pelo liceu: Clean&Shine!
O estranho é que todas elas têm um aspecto obeso...e nada jovial.
Por falar nisso, fui ao ginásio e encontrei o Kiko aos beijos com a personal trainner, a Pipi da Silva & Silva, aos beijos no seu mini forefor(!!!).
Odeiei aquele instante e imediatamente optei por fazer massagem oriental com o Gonçalo. Até me despi com imenso charme, a ver se o egocêntrico homem me invadia os cinco sentidos, mas esqueci-me que ele é estrábico e tem raciocínio lento.
De qualquer modo, nem com o porteiro masoquista do condomínio da Tanuxa me safei. Andei todo o dia à procura de um orgasmo, ou no mínimo um beijo molhado, mas nada. Até o meu professor de andro-metero-didáctico-sexo-logico-línguo-fisio-neo-mecanico-patologia me ignorou as madeixas negras que fiz sobre o meu cabelo preto. E dão super nas vistas...
E é como te digo...estava cheia de fome e comi imenso: uma azeitona verde com recheio de pimento e uma pedra de sal (não vá cair a tensão) e não resisti a uma mini tosta integral. Abusei...confesso, mas foi só hoje!
Isto da falta de homem que me oriente o cérebro, deixa o meu neurónio TICO às voltas com o aneurónio TECO!
Agora estou neste impasse, nem sei que deva fazer:
Se achas que devo continuar a usar o meu bidé na esperança de me embelezar e refastelar as ideias, vira-te página. Caso contrário...vou ter de ficar à espera que a loira holandesa me apareça cá com a Pluma da Galp!!!
De qualquer modo...não gastes dinheiro porque, estamos em contenção de despesas e a Cofidis já não é de confiança!
Um beijo amrgo desta doce Miquelina Andrioleta que se esqueceu da sua identidade mas adora escrever nestes bidés de barro revestidos a pimenta preta.
Amo-te muito eu mesma!*

Hoje dedicaram-me isto...

quinta-feira, fevereiro 09, 2006 à(s) 11:32
Folha a folha vai, o Outono a caír
Letra a letra escrevo, o que hás-de ouvir
Longe de ti só posso inventar
Olhando as nuvens sempre a rodar
Sentindo o vento, chuva no ar
Gota a gota cai, a chuva no mar
Passo a passo Vou, para onde quero estar
Olhos nos olhos, a mão na mão
Sentindo o vento, sentindo o chão
Se gosto de ti, porque não?


letra dos Xutos e Pontapés
Thanks Edward * * * * *

Porque é bom estar na praia, junto ao mar...

domingo, fevereiro 05, 2006 à(s) 22:36
...sentindo os nossos pensamentos ondular
Cruzando-se com desejos proibidos;
Vontades loucas de te beijar
e violar o poder dos meus sentidos.
É bom estar na praia, junto ao mar,
tocar-te e adivinhar-te os movimentos.
Extasiar-me com teu o dócil provocar
resistir-te,
tentar-me,
e por fim...mimar-te
com minhas mãos nos teus lábios...ternos!

I'mNesic...depois de um dia diferente!

Introspecção

terça-feira, janeiro 31, 2006 à(s) 22:53
Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentido-me. na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento
Minha alma não tem alma.
Se existo, é um erro eu saber. Se acordo
Parece que erro. Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
Não tenho ser nem lei.
Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contém
Dorme insciente a alheios corações,
Coração de ninguém.

Fernando Pessoa

Espreitas?!

sexta-feira, janeiro 27, 2006 à(s) 00:06
Se tu soubesses o que se passa do lado de lá desta janela...

Vais espreitar...ou consegues resistir?!

Já reparaste?

terça-feira, janeiro 24, 2006 à(s) 22:45

Curioso...
É este o termo que aplico ao efeito que a Internet gera em todos nós, cibernáuticos, depois de trocarmos comentários, opiniões, vivências, insultos (e sei lá que mais), com outros netívagos como nós!
Primeiro:
Serão realmente aquilo que nos parece, depois de algumas conversas virtuais?
Segundo:
É alto(a), baixo(a), magro(a), moreno(a), loiro(a).......?
Terceiro:
O que faz da vida?
Quarto:
Será que um dia nos iremos conhecer realmente? Tipo "frente-a-frente"?

Quinto, sexto, sétimo...décimo.........milésimo..........!!! Acrescentem vocês se fazem o favor, porque agora não estou com tempo!!!
(Perdoem-me a sinceridade)


Só uma coisa: e quando realmente há o tão esperado "frente-a-frente" com o vulto que se escondeu atrás do monitor...o que é que sentem?

Xuaaaaak*

Vira a página sff!

domingo, janeiro 22, 2006 à(s) 22:32
Actualmente estamos a vivenciar uma mudança determinante no nosso futuro...
Não temos um Presidente da República poeta, muito menos o mais alto representante da geriatria.
Não elegemos uma Pereira graciosa nem tampouco um homem comun(a)!
O presidente eleito também não é canhoto, esquerdista ou bloquista...
É destro: bem destro! Ele será o décimo oitavo inquilino do Palácio de Belém; com ele irá toda a comitiva familiar e política próxima.
Ele já avisou que mudará toda a assessoria que reside no palácio há mais de vinte anos; reestruturará as normas da casa; não vai realmente deixar ninguém dormir descansado!
E diziam por aí que o Presidente da República não faz nada???
Benvindos sejam ao Cavaquistão!
Viremos mais uma página das nossas vidas: a 50,6!

Quem sabe se este novo país será habitado por mais I'mNésicos???

Plágio

à(s) 01:03
Apesar de tudo, eu não me esqueço de partilhar convosco as músicas que me marcam...

Talvez um dia se acabe
esta loucura que arde
e faz arder loucamente
o dia por acabar...
Talvez um dia se vá
a doce melancolia
e terna, terna magia
do beijo por esperar!
Talvez um dia, porém...
até que a morte separe,
jure o verso que roubei!

"Que a chama dure e perdure
na verdade que sonhei;
e o sonho acorde seguro
da noite em que te encontrei!"

Olho-te, quero-te, tenho-te, amo-te
Enrolo-te, devoro-te, juro-te, adoro-te
Jogo-te, ganho-te, ganho-te, exploro-te
Jogo-te, perco-te, perco-te, choro-te...

Assim é a vida,mas... talvez um dia se acabe!!!

Plágio - Maria de Vasconcelos

Lembras-te?

sábado, janeiro 21, 2006 à(s) 12:25
Estou certa de que esta voz que me invadiu os pensamentos não era somente uma alucinação...foi real!
Ainda te lembras de quando me surpreendias com palavras meigas insinuando que eu nunca deixaria de ser fada?
Recordas-te daquela madrugada em que as nossas mãos se tocaram timidamente enquanto víamos as estrelas descerem sobre nós?
Não te esqueces das noites que corremos pelas ruelas estreitas da nossa cidade, gritando alegremente e roubando beijos escondidos e intensos por entre as esquinas e lampiões?
Vagueámos com cumplicidade ao longo de todo este tempo...
...Os lençóis que foram nossos e a lua que nos pertence!
...As brisas que ondulavam na praia em mares de vento doce!
...os espaços que invadimos e dos quais nos apropriamos para sonharmos um presente sem futuro que se suspendia nos sons misteriosos que nos rodeavam...éramos donos de tudo!
As nossas infantilidades não foram em vão (...nem deixarão de ser).
Eu continuarei a ser fada, terei sempre aqueles poderes...só meus!

E porque a vida não é em linha recta...

segunda-feira, janeiro 16, 2006 à(s) 21:40
E nem todos os passos que damos têm a mesma amplitude, sombra, doçura ou determinação; que estas pequenas luzes, que apesar de muito singelas, são lindas e especiais, nos permitam manter acesa achama que nos faz seguir em frente.
Sem desistir, nunca!

Segredo...

sábado, janeiro 14, 2006 à(s) 22:03
Eu sei que estás aí...! =)

Valores que se perdem.....

quinta-feira, janeiro 12, 2006 à(s) 10:43
Actualmente estamos a sobreviver numa sociedade que, apesar de ser relativamente desenvolvida, também ela perdeu alguns valores que se foram cultivando ao longo das gerações posteriores.
Valores esses, muito importantes para contribuir para a diminuição de uma população egocêntrica e fechada sob si mesma. Refiro-me especialmente à saudação que cada vez menos se faz, quando caminhamos pela rua e nos cruzamos com alguém, seja quem for.
- Bom dia! - foi isto que aprendi a dizer e ainda digo, quando pela manhã me cruzo com alguém.
Além deste tipo de saudação, existe o "Boa Tarde" e o "Boa Noite".
Palavras simples, comuns e pouco usuais na vida social.
Há até quem não diga "Olá" aos colegas de trabalho e os ignore.
Vá lá...não é assim tão difícil continuarmos a ser aquilo que somos considerados, "Seres sociais".
Vamos recomeçar a fazer uso destas pequenas coisas que, apesar de serem vulgares e quase nada importantes, podem transformar o dia de cada um e fazer desse, um dia melhor.
Quem sabe...!

Please!

quinta-feira, janeiro 05, 2006 à(s) 00:39
Break me

Take me

Just let me feel your arms again...

So break me

I'll let you make me

Just let me feel your love again!

Desejos (parte II)

quinta-feira, dezembro 29, 2005 à(s) 01:11

FELIZ ANO NOVO!
Beijinhos

Desejo...

domingo, dezembro 25, 2005 à(s) 00:23

Feliz Natal para todos!
Beijinhos

Querido Pai Natal!

quarta-feira, dezembro 21, 2005 à(s) 22:49
Take me away

How long will I keep this candid camera smile?
My muscles hurt, I better rest for a while
Breathing is the only thing that keeps alive
All this oxygen, crushes me,
leaves me so tight
Let me out...
My pain is leading,
I got no control from now
Don't try to help me,
I don't want to put you down
All my reasons will be misunderstood,
I wish you well, in here there's nothing good
My heart is rotten with all the worst kind of disease
It tries to be better but all it can do is bleed
I'm so tired of myself
Oh God please take me away and bring someone else
One of my friends believes in what she reads
And she's always talking about the end of the century
But listen, have you ever stopped to realise
That if it happened there would be no one
but no one to feel alone?
No pain at all...
I should be going, so much damage I've done
So many tears and still a lot more to come
Excuse me, don't push my wheel chair
I don't want to go anywhere
My heart is rotten with all the worst kind of disease
It tries to be better but all it can do is bleed
I'm so tired of myself
Oh God please take me away
and bring someone else
Alone, I don't care
And now all I remember
is the smell of your hair...

David Fonseca @ Silence 4

Noite

domingo, dezembro 18, 2005 à(s) 01:37
A noite é aquele momento que sempre me presenteou com instantes mágicos, sinistros, aventureiros, irresistíveis, inconscientes e inesquecíveis.
À noite sei que não sou simplesmente eu...sou Eu mesma como gosto de ser, quando acompanhada pelas personagens certas.
É nesses momentos que me revelo e embarco nas viagens mais loucas que se podem realizar, mesmo sem sair do espaço onde me encontro. Eu metamorfoseio-me na escuridão e deixo-me revelar como as estrelas se revelam...cintilando.
Eu voo alegremente pela brisa nocturna e extraordinariamente dócil que enregela os dedos e todos os membros do nosso corpo. Sinto-me livre, solto-me pelos fragmentos descoloridos e desbotados carregados com cores pesadas e fúnebres. Saltito de estrela em estrela, beijo a lua, esvaio-me na geada que tomba leve e invisivelmente, e rebolo nos olhos de quem vagueia no âmago das avenidas desprovidas de luz e repletas de sonoridades ocas e húmidas. Desencaracolo-me por entre pensamentos incandescentes, vagos e obscenos que deambulam nas inúmeras mentes que figuram no escuro. Vejo todas as cenas, desejos e mitos imaginados por essas consciências insatisfeitas e sedentas de loucura adolescente.
Adoro a noite e a magia que lhe está inerente. Gosto de ser parte deste cenário que permanece misterioso e esquecido; repleto e vazio,ladrilhado por pessoas mil e personalidades vãs, num vácuo de sonoridades ordinariamente estranhas que em nada combinam com a estranheza destas cores mórbidas e sem acção, drogadas por ritmos contagiantes e repetidamente desoriginais.
Misturo-me nas essências dos fumos e encandeio-me nas luzes néon. Beijo pálpebras e lábios, arrepio pescoços e sorrio. Sou desejada pela púrpura dos desejos efervescentes e instantâneos, inegáveis e apetecidos - mas inconfessáveis...
E esqueço-me de mim, na noite!

Palavra

sexta-feira, dezembro 16, 2005 à(s) 01:48
A palavra já não é o que era...não tem validade nenhuma.
Assinamos para comprovar o que dissemos: certeza terás, mesmo que seja alguma.
Cada um atribui às palavras a importância que mais lhe convém, simplesmente é assim que se vive hoje em dia.
Não há legitimidade nem palavra honesta; não há garantia verbal e até, há que se distorcer o que se fala, de forma a que se tire algum proveito (independentemente de se magoar alguém).
Quem fala não falou; quem não disse, mencionou.
Se abordou determinado assunto, "não me lembro, não sei". Ou simplesmente até disse....("tudo aquilo que nem falei!").
Sentimentos de culpa?
Nada disso...para quê? O que é isso? Remorsos? Naaaah... qual quê?
Importante sou eu, não é ele, nem você!
Portanto, se me lês: ignora tudo o que digo ou finge que até já disse aquilo que não consigo. Espalha por aí as palavras que não te disse, inventa rumores e opiniões...faz como se eu não existisse.
A palavra de nada valhe...seja minha seja tua. Seja eu viva, morta ou deportada; esteja em casa ou na rua.
Mas fala!

Inevitável

quinta-feira, dezembro 15, 2005 à(s) 00:56
É obvio que eu ando amnésica....
Como é possível ter-me esquecido de comentar a nova moda mais irresitível e enfadonha que tem andado pelas cornetas do soldado?
Refiro-me à modernice dos debates (actualmente com temáticas presidenciais) que visam a melhoria e enriquecimento do conhecimento da sociedade que anda sempre na "corda-bamba", relativamente aos candidatos à Presidência da República.
Desculpem-me a ousadia mas hoje, devo partilhar convosco o meu descontentamento pelo desinteresse que cada vez mais é acentuado durante aquelas conversas com palavras ocas e floreadas, em que cada qual tenta argumentar o melhor possível a sua Jerónima defesa face àquilo que todos sabem que vai acontecer mas acreditam que não acontece.
Enfadonhos estes trocadilhos de palavras entre os homens que por aí andam, com Belém na mira.
Certo é que até à data, só não adormeci num debate em que o esquerdista extremo se debateu afincadamente e, (devo dizer) extraordinariamente oportuno nas duas intervenções. O Louçã partiu a louça toda, deixou o seu opositor enCavacado!
Nesse, mantive-me interessada porque era inevitável a distracção, depois de ver argumentos tão coerentes serem apresentados a mais um Sr. Português que acredita que é a pessoa indicada para ficar no Palacete que o povo sustenta!
Bem...nesse aspecto dou a mão à palmatória, como é óbvio. Se estamos à espera de modernizar o nosso país, de apostar na educação e formação, no progresso, na inovação, pois nesse caso não percebo o motivo de candidatos retirados do fundo de um baú.
Não existe nenhum heterónimo do D. Afonso Henriques?
Bolas...esse com 16 anos, pegou na espada e enfrentou a mãezinha na Batalha de S. Mamede...estávamos em 1128!
Agora que temos telemóveis, net, faz's, tv por cabo, plasmas e dvd's, automóveis e jactos, Otas e TGV's, GPS's e outros "aparelhómetros mais", não há um catraio licenciado/mestre/doutorado/pós-graduado(...)em Economia e Ciências Políticas que se insurja?
Custa-me acreditar...!
Se fosse a minha especificidade, juro que já tinha arregaçado as mangas e ido à conquista de um Portugal melhor, mais aventureiro e empenhado nos Descobrimentos Parte II.
Lá anda o amargurado Povo Lusitano aguardando urgentemente a ressurreição do Salazar, ou reaparecimento do D. Sebastião, ou quiçá...o King Kong!?
Quem é que nos vais por na ordem?
Sim; precisamos de ordem. Ou vamos continuar a fazer o que nos dá nas células cerebrais sem ter de justificar os nossos actos "aneurónicos", vivendo na rebaldaria Alegre de um encantado país desencantado, prestes a ir pelo' S(o)Ares?
Precisamos de modernizar, mesmo! Mas com um jovem que seja inevitavelmente conquistador de sucessos e ideias férteis!
Até lá...aguardo mais uns debates monótonos que,no fundo são mais baratos que os xanax's e outras medicações sonoríferas. 100% Eficazes, hein?

Agora

segunda-feira, dezembro 12, 2005 à(s) 01:46
Hoje dediquei-te os meus segundos, a minha afonia, o meu olhar, a minha respiração, dediquei-me a ti e coloquei em ti, tudo o que existe em mim.
Hoje pensei em ti enquanto a vida deambulava pela calçada das intermináveis horas que finalmente me conduziram à cama.
Hoje sonhei-te o olhar, os gestos e o teu odor no mesmo instante em que adivinhei-te a pensar em mim.
Hoje lembrei-me das palavras que trocaste comigo, do convite que me fizeste, das recusas que me obrigaste a dar, da volta que me dás ao coração.
Atas-me a ti, mesmo sabendo que é contra a minha vontade, forças-me a ter-te comigo apesar de saberes que é tudo o que eu mais desejo mas não posso querer.
Hoje recoloquei uma palavra no meu vocabulário; insistes comigo para que o faça.
Eu sei que tu não me sonhas parafraseando o que sinto.
Eu sei que tu acreditas que eu reconsideraria o teu desejo.
Eu sei que era inevitável tirá-la da minha vida; aquela palavra...
Vem dormir comigo, aquece-me. Tenho frio!
(...)
Agora que penso em ti, em que(m) pensas tu?

Sempre para sempre

domingo, dezembro 11, 2005 à(s) 01:32
Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor,
Sem amor
O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente
É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre.


Tema dos Donna Maria que é bem interessante de se ouvir!

If I Could Be Where You Are

sábado, dezembro 10, 2005 à(s) 23:31
Enya
Esta é a letra de uma canção que alguém se lembrou de escrever por mim...é simplesmente, linda!

Where are you this moment?
only in my dreams.
You're missing, but you're always
a heartbeat from me.
I'm lost now without you,
I don't know where you are.
I keep watching, I keep hoping,
but time keeps us apart
Is there a way I can find you,
is there a sign I should know,
is there a road I could follow
to bring you back home?
Winter lies before me
now you're so far away.
In the darkness of my dreaming
the light of you will stay
If I could be close beside you
If I could be where you are
If I could reach out and touch you
and bring you back home
Is there a way I can find you
Is there a sign I should know
Is there a road I could follow
to bring you back home to me.

Há 25 anos...

quinta-feira, dezembro 08, 2005 à(s) 16:10

John Ono Lennon (9 de Outubro de 1940, Liverpool, Inglaterra - 8 de Dezembro de 1980, Nova Iorque), nascido como John Winston Lennon, foi um músico e compositor britânico.
John Lennon foi o mais famoso membro dos Beatles.
Junto de Paul McCartney, compôs a maioria das canções e melodias do grupo. John Lennon é muito conhecido como cantor, compositor e guitarrista dos Beatles, bem como se tornou um dos ícones musicais do século XX aliado às suas canções.
"Woman", "Strawberry Fields Forever", "Give Peace a Chance", "Yesterday" e "Imagine" são alguns dos temas que estão frequentemente no ranking musical de melhores músicas do século XX.
Há exactamente 25 anos atrás, Lennon foi assassinado. Um final trágico e inesperado para um artista genial que sempre valorizou e cantou as coisas boas e singelas que a vida tem...
Como seria a actualidade se ele ainda permanecesse entre nós?!
Imagine...

Pausas

à(s) 10:14
O "Zé Povinho" está sempre à espera de um feriadinho à 5ª ou 3ª feira para poder fazer a tão conhecida "ponte".
- Bute fazer um fim de semana prolongado? 'Tou farto disto...preciso de férias!
Ok, ok...até faz jeito um feriado de vez em quando. Mas sinceramente, nunca fui apologista desta história das "pontes".
Com todo o respeito por quem as faz, penso que as pessoas estão sempre a dar-se à preguiça. E quanto menos fizerem, melhor.
Um exemplo disso, são as greves. Creio que nunca vi tanta greve como neste último ano. Independentemente da finalidade de cada greve, verifico que os cidadãos andam a tapar os olhos com rede, pois não querem admitir que realmente há medidas que têm necessariamente de ser tomadas.
Quem se divertiu e usufruiu das lacunas e bónus que (in)directamente eram passíveis de usufruto, agora sente que o chão lhe foge dos pés! Estão mal habituados e agora é necessário fazer um esforço. Custa, não é?
E aqueles que andaram a rechear as suas poupanças ou a alagar o leque de viagens (...) com aquilo que não lhes pertencia, nem ousem reclamar. Há que recordar que a verdade vem sempre à superfície...
Mas, volta e meia, lá vem a "cambada" de um determinado grupo laboral percorrer Km até à Capital, manifestando-se estupidamente contra o trabalho que lhes é imposto.
Tudo bem que estejam contra, mas greves no meio da rua, já se viu que raramente surtem o efeito desejado. Até porque quem lucra com isso, é nada mais nada menos, as entidades superiores que nos governam, AQUELES QUE SÃO O Centro das Vossas Reclamações. E na função pública é que se poupa!!!
Vá lá Portugueses, aproveitem os feriadinhos e as pontes (os que as fazem), para repensarem as vossas formas de contestação, já que vivemos insatisfeitos e descontentes!
Um povo que sempre lutou pelo que quis e partiu à conquista de novos territórios enfrentando o desconhecido à séculos atrás, seguramente terá capacidades para se insurgir justificadamente e muito melhor do que tem feito até à data.
Sejam criativos e inteligentes!

P£r$0n@l!d/\d3s

terça-feira, dezembro 06, 2005 à(s) 23:21
Era e já não é!
Tudo mudou e há que aprender a ser grande, a olhar à nossa volta, a sentir que a história agora é outra. Cresceste, eu admito!
A inovação passa também por ti e as coisas que pensavas serem distantes e inatingíveis para ti, porque sempre acreditaste ser diferente como de facto és, tornaram-se indispensáveis para continuares a percorrer o teu caminho.
Mas és admirável! Até me surpreendes...quem te viu e quem te vê!
A idade passou por ti (aquela idade estúpida que faz o status e a suposta inteligência e experiência de vida).
É estranho olhar-te e adivinhar-te as palavras, parece que já te conheço há uma infinidade de anos, (e realmente conheço-te - melhor do que ninguém), mas não deixaste crescer aquilo que sempre consideraste só teu.
Aperfeiçoas-te, inovas-te, a vontade de progredir está na tua sombra, mas não mudas o que realmente não precisa de ser mudado, o que amargura o mundo, o que faz com que os outros sejam apelidados de "adultos".
Tens um corpo dos deles, apenas isso. O teu coração e a tua personalidade é doce, brilhantemente inocente, meiga e encantas pela simpatia que sopras pelo brilho dos teus olhos.
Compreendes qualquer um, falas como qualquer um, para qualquer um, porque também tu, és qualquer uma que não age como uma qualquer.
Hoje sentiste que te atiraram um peso para cima dos ombros e agradeceste. Como tu és...
A doidice é uma das tuas características extravagantes que te torna magicamente excepcional. És diferente e divertes-te com isso tornando-te singela e acessível; transformas o "difícil" em "facílimo" e transferes obrigações a quem pensa que não as tem.
Todos te aceitam, te compreendem e aceitam as tuas opiniões, consegues tornar-te a origem daquilo que pode ser contestável mas que ninguém consegue contestar. Desargumentas com estilo e argumentas positivamente contra todas as frentes dos obstáculos; e não há nada, por muito impossível de transpor que seja, que tu não ultrapasses. Para ti, tudo tem uma explicação. Diverte-te encontrá-la(s), incita-te tudo o que não fascina mais ninguém, adoras responder ao que se pensa ser passível de ser respondido! Dás sentido a todas as formas, cores, desejos, pensamentos, factos, objectos, lugares, pessoas, aromas, sabores. Tudo o que existe e ainda não foi inventado; o que já existiu e o que não existe; TUDO é real em ti!
Lembras tudo o que os outros esquecem e tornas importante os aspectos mais ignorados e esquecidos que divagam por tudo quanto vemos mas não deciframos nem compreendemos.
Ages com sensibilidade e despertas de tudo um pouco. Quem lhes dera ser como tu, invejam-te a doçura com que sorves o dia e beijas a noite; o sorriso que soltas quando te entristeces, a fúria que choves para longe dos espaços não-teus; a alegria que irradias mesmo quando não estás feliz; a felicidade que sentes por estares triste; a anormalidade de sensações que te invadem e descontrolas para te divertires a controlar.
Torna tudo simples como tens feito, continua TU, continua a ser quem és e a aceitar-te como és. Orgulha-te de seres assim, excepcionalmente diferente e infantilmente grande.
Também eu me orgulho de fazer parte de ti, do teu ser, dos teus pensamentos, das tuas visões, do teu respirar, das tuas atitudes, de ti...

És de "bom" tempo!

domingo, dezembro 04, 2005 à(s) 01:01
Ingenuidade - adj., natural; em que não há malícia; simples; inocente; espontâneo...
Actualmente dá-me um certo gozo apreciar este tipo de atitude por parte das pessoas, e da minha parte também. Creio que é um comportamento a cair em desuso visto que antes de agir, pensamos...(e muito).
A ingenuidade sempre foi uma das minhas características, e sinceramente, tenho alguma dificuldade em avaliá-la; não sei até que ponto é ou não benéfica!
Lembro-me de uma determinada época em que comecei a ser calculista, (época essa em que depois de muitos "arranhões", fiz uso do provérbio: "Se queres vencer o inimigo, junta-te a ele").
Não achei muita graça a este exercício cerebral; tenho cada vez mais a certeza que sou uma ingénua de primeira e não consigo ver "tão à frente" como seria suposto acontecer quando me tornei calculista!
Exactamente por causa disso, dei-me à preguiça e retornei a mim... já la vai um tempo considerável e a verdade é que gosto de ser como sou (ingénua, simples, espontânea e inocente).
Mesmo que posteriormente me magoe com isso, não me interessa. O que me importa é ser como sou, dizer o que penso, errar quando tenho inevitavelmente de errar, para aprender com isso e continuar a ser quem sou.
Verifico, aliás, que a ingénuo-espontaneidade vai sofrendo uma pequena metamorfose causada por este conjunto de termos a que chamamos "vida-em-sociedade".
Relativamente aos outros que tenho apreciado, só de me lembrar... !
Não há ser mais espontâneo que as crianças ou então pessoas portadoras de deficiência mental (e não estou a menosprezar, atenção).
Independentemente da idade, região, profissão ou tipo de vida que levem, o convívio que vou tendo com estas pessoas mostra-mas tão sinceras, ingénuas e espontâneas, que para serem felizes não medem as consequências do seu sorriso, dos seus pedidos, das suas tristezas, das suas ideias, dos seus gestos... nem lhes interessa.
O importante é transparecer o que sentem, sem pensar se são ou não oportunos. Divertem-se bastante, até! E ainda bem, porque nós que somos possoas normalíssimas e cresciditas, cada vez menos nos importamos com os outros.
Vivemos a conjugação do Tempo Presente do Indicativo somente através do pronome pessoal da primeira pessoa do singular: "EU".
O verbo que conjugamos é multifacetado e encontra-se a ser estudado pelos gramáticos mais dotados do planeta, devido à pluralidade de terminologias e "excepções" de que é dotado. Conjuga-se do seguinte modo e inclui as respectivas variantes:
Eu é que penso
Eu é que quero
Eu é que faço / vou
Eu é que sou
Eu é que mando
Eu é que tenho / uso / visto / como / possuo / ...
Eu...muitas vezes este pronome é associado a outro "Nós".
No entanto, a segunda pessoa do singular "TU" também tem uma conjugação que casualmente coincide com outros pronomes pessoais - nomeadamente Ele(a), Vós, Ele(a)s. Conjuga-se assim:
Tu não pensas
Tu não falas
Tu não obdeces
Tu não ousas
Tu não mandas
Tu não és (nada mais do que meu súbdito)
Tu não tens / vestes / usas / comes / possuis / ... nada superior ao que Eu tenho, visto, uso, como, possuo...
Tu fazes /vais / dás (...) o que eu quero, peço, mando,...
E voltando a divagar pelo tema inicial (do qual ingenuamente me desviei), chego à conclusão de que não há coisa mais saudável do que as atitudes inocentes, singelas, espontâneas (...) que nos tornam naturalmente felizes com pequenos gestos, segredos, olhares, sorrisos, toques, repreensões, casualidades...
É isso que faz falta neste universo cada vez mais individualista, calculista e egocentrista, que vive na sombra da individual frieza humana, gerada pelo próprio "Eu" descendente desta (im)personalidade.
"Eu até estava p'ra lhe oferecer o emprego, mas (o gajo tem a mania que é esperto e qualquer dia sobe na vida mais do que eu...) já não havia vagas!"
"Até te dizia onde está, mas... (antes que tu apanhes isso primeiro que eu) já não me lembro!"
"Pensei em comprar aquele fato e quando lhe toquei achei o tecido péssimo e áspero (mas a estúpida da fulana tem um igual...e eu ADORO-O)".
Meros exemplos de atitudes comuns a todos nós, sem excepção! Mesmo aos mais ingénuos que, como eu, já deram por si a pensar assim...
Será que este termo ainda será recuperado na sua originalidade para o quotidiano de cada um de nós?

Dezembro

quinta-feira, dezembro 01, 2005 à(s) 00:57
E cá estou eu a dar por mim naquele que é considerado o último mês do ano, de acordo com o Calendário Gregoriano. No entanto, desde pequenina que Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro, eram por mim associados àquele que posteriormente descobri, como sendo o Calendário Romano. Daí os nomes que me remetiam para o SETe, Oito, NOVe e DEZ, respectivamente!
Nem era mal pensado mantermos essa vertente....mas também não é isso o mais importante.
O que se perpetua na minha cabeça é a rapidez com que o tempo passa, é definitivamente a alta velocidade.
Acabamos de entrar no mês do Natal, do Solstício de Inverno, no mês da transição para um novo ano. No mês do frio, das lareiras acesas, das luzes minúsculas, dos afectos, convívios, da suposta aproximação, dos interesses, do consumismo, das festinhas chatas e atractivas, impostas e voluntárias, do socialmente correcto e do egoísmo, das viagens à neve e dos mendigos que continuam a dormitar nas caixas de cartão...
Curiosamente, estamos a reviver a época em que todos se lembram daqueles que já tinham esquecido... Quem diria!
O tempo tornou-se inesgotável, intenso, insensível, incessante, impiedoso, inoportuno, inspirador, importante, inesquecível, inócuo, inerte (...) e intemporal!

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